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Nova NR-1 e riscos psicossociais: o que muda nas empresas

há 13 minutos
2 min de leitura


A saúde mental entrou oficialmente na pauta da segurança do trabalho. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou a exigir que as empresas tratem estresse, assédio e esgotamento com o mesmo rigor aplicado a ruído, produtos químicos ou risco de queda. A mudança afeta milhões de trabalhadores e abre espaço para profissionais de segurança preparados.

O que mudou na NR-1

A NR-1 estabelece as regras gerais de saúde e segurança no trabalho. Com a nova redação, que entrou em vigor em 26 de maio de 2026, as empresas com empregados CLT passaram a ter que identificar, avaliar e controlar os riscos psicossociais dentro do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), da mesma forma que fazem com riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. A vigência foi adiada uma vez, pela Portaria MTE nº 765/2025, para dar tempo de adaptação.

O que são riscos psicossociais

São fatores ligados à forma como o trabalho é organizado e que podem prejudicar a saúde mental. Alguns exemplos:

•         metas abusivas e excesso de jornada;

•         assédio moral ou sexual;

•         conflitos constantes e falta de apoio da liderança;

•         violência no ambiente de trabalho;

•         pressão contínua que leva ao estresse e ao burnout.

O que as empresas precisam fazer

Na prática, as empresas devem mapear esses fatores, registrá-los no inventário de riscos, definir medidas de prevenção e acompanhar os resultados. Isso exige método, documentação e alguém que entenda de gestão de riscos ocupacionais. Vale lembrar que o tema ainda é discutido na Justiça, com questionamentos sobre a forma de fiscalização, mas a obrigação de gerenciar esses riscos já faz parte da norma.

O papel do técnico em segurança do trabalho

O técnico em segurança do trabalho é o profissional que identifica riscos, propõe medidas de prevenção, treina equipes e ajuda a manter a empresa em conformidade com as normas. Com a nova NR-1, seu trabalho ganha uma dimensão a mais: apoiar o RH e a gestão no mapeamento dos riscos psicossociais e na construção de ambientes mais saudáveis.

Mercado e salário

O curso Técnico em Segurança do Trabalho está entre os cinco cursos técnicos com maior empregabilidade do país, segundo pesquisa com mais de 211 mil egressos. A profissão é necessária em indústrias, construção civil, agronegócio, hospitais, logística e prestadoras de serviço. Os salários variam conforme o porte da empresa e a região, e tendem a crescer com experiência e especializações.

Como se tornar técnico em segurança do trabalho

É preciso concluir um curso técnico reconhecido pelo MEC e, depois, fazer o registro profissional no Ministério do Trabalho e Emprego, exigido para atuar na área. O curso combina normas regulamentadoras, prevenção de acidentes, ergonomia, primeiros socorros e gestão de riscos.

 

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Fontes: NR-1 (Portaria MTE nº 1.419/2024); Portaria MTE nº 765/2025; TRT-4; SENAI, Pesquisa de Acompanhamento de Egressos.


 

 
 
 

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